UGT realiza encontro da Região Sul pela unicidade e unidade sindical
Data: 31-10-2019 | Publicado por: UGT - Paraná

UGT realiza encontro da Região Sul pela unicidade e unidade sindical

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Paulo Rossi, presidente da UGT-PARANÁ (C), Waldemar Schulz (E)
e Ricardo Patah

 

 

 

Mais de 100 dirigentes sindicais participaram do Encontro da Região Sul das Entidades Filiadas à UGT, realizado nesta quarta-feira (30/10), no auditório do Sindicato dos Têxteis de Joinville-Santa Catarina, e teve como tema: “O Futuro da Estrutura Sindical Brasileira”.

Com o objetivo de debater o atual cenário político brasileiro, que é extremamente desfavorável para o movimento sindical, o encontro cumpriu o papel de esclarecer  os sindicatos filiados em relação ao posicionamento da UGT Nacional frente aos ataques proferidos pelo governo federal contra toda e qualquer instituição que representa, defenda e fortaleça a democracia do Brasil.

O presidente nacional da UGT, Ricardo Patah, deixou claro o posicionamento da UGT quanto à organização sindical: "Somos a favor da unicidade sindical, mas temos a convicção que tanto o governo, quanto a maioria dos parlamentares no Congresso Nacional são favoráveis à pluralidade sindical. Caso isso aconteça, temos que nos preparar para o debate e apresentarmos alternativas para o futuro do sindicalismo brasileiro". Patah falou ainda que,  no mundo, nenhum país pode se considerar verdadeiramente democrático se não tiver entidades sindicais fortes e atuantes, imprensa livre, assim como a independência de entidades como o Supremo Tribunal Federal (STF), que é o guardião da Constituição de 88”, disse Patah.

 Segundo o presidente ugetista, o governo federal faz ataques mortais contra o movimento sindical brasileiro, mas que a UGT, como entidade plural que é desde a sua fundação, vêm construindo propostas alternativas num esforço conjunto com as demais centrais sindicais e o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Por fim, Patah fez um relato do que são as propostas que estão nascendo do esforço conjunto das entidades sindicais, salientando que é uma ação que está sendo conduzida pelo Dieese, para que o movimento sindical brasileiro consiga se adaptar a essa ruptura drástica com o sistema sindical vigente.

Waldemar Schulz Júnior (Mazinho), presidente da UGT-SANTA CATARINA, falou sobre a necessidade do movimento sindical estar preparado para o que vem pela frente por parte do governo federal. "Sabemos que a finalidade do atual governo é destruir o sindicalismo laboral, e é fundamental que o movimento sindical esteja preparado para estar próximo dos trabalhadores, e dessa forma resistir e vencer os embates".

Para o presidente da UGT-PARANÁ, Paulo Rossi, a pressão do movimento sindical deve ser junto aos deputados federais e senadores eleitos por seus estados, demonstrando a selvageria que o atual governo vem praticando contra os trabalhadores e as instituições democráticas. Rossi defendeu ainda que a UGT procure o setor patronal para impedir o desmonte sindical com o modelo de pluralidade em gestação pelo governo Bolsonaro, através da Secretaria Especial do Trabalho e Previdência, comandada pelo ex-deputado Rogério Marinho (PSDB/RN), cuja inspiração é o sistema norte-americano. Paulo Rossi agradeceu ainda a delegação paranaense presente ao evento, "dirigentes das federações e sindicatos empenhados em encontrar caminhos para o movimento sindical", disse ele.

Leocides Fornazza (Léo), presidente da Federação dos Comerciários do Paraná - FECEP, lembrou o retrocesso que foi a reforma trabalhista, sem a geração de empregos prometida pelo então governo Temer, passando pelo desmonte do sistema previdenciário, e agora com a reforma sindical, cuja finalidade principal é enfraquecer os sindicatos e os trabalhadores, aumentando a desigualdade entre capital e trabalho.

Para a Secretária-Geral da UGT-PARANÁ, Iara Freire, que também é diretora da Federação dos Bancários do Paraná, as propostas que estão surgindo por parte das centrais sindicais não atendem as expectativas do movimento sindical, pois não respeita o conceito de categoria e nem de base de representação. "Nós, bancários, somos radicalmente contra o que está sendo proposto. Esperamos que a UGT e as demais centrais ouçam suas bases, que são os pilares de sustentação em todos os sentidos das centrais sindicais", disse Iara.

Já o presidente da Federação dos Trabalhadores Celetistas em Cooperativas do Paraná - FETRACOOP, Clair Spanhol, parabenizou o presidente Patah por se colocar à disposição das entidades filiadas e defendeu que a UGT tenha uma proposta de pluralidade que contemple seus representados. "Mais uma vez estou convicto que estamos filiados numa central sindical democrático e representativa. Ou nos preparamos para o futuro do sindicalismo brasileiro, com uma proposta factível que nos contemple, ou ficaremos à mercê do desejo do atual governo, que é dizimar o movimento sindical", concluiu Spanhol.

Ao final do encontro dirigentes entregaram a Ricardo Patah uma moção, produzida pelas UGTs da Região Sul, em apoio  à manutenção dos Conselhos Municipais e Estaduais do Trabalho, estruturas que correm o risco de serem extintas em Santa Catarina. O documento foi entregue pela presidente da UGT-SC, Waldemar Schulz e o presidente do Sindicato dos Radialistas de Joinville, Mario José de Souza Leal.

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Parte da delegação paranaense presente ao encontro

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Post Mario de Gomes
Fotos: MGS

Secretário de Comunicação UGT-PARANÁ
João Riedlinger