MP do boleto sindical deixa de ter validade
Data: 28-06-2019 | Publicado por: UGT - Paraná

MP do boleto sindical deixa de ter validade

A famigerada MP 873/19, editada pelo governo Bolsonaro, caducou nesta sexta-feira (28/6), e com isso voltou a ter validade o desconto em folha de pagamento das contribuições previstas em Lei.
Para o presidente da UGT-Paraná, Paulo Rossi, essa MP foi editada com o objetivo de enfraquecer os sindicatos nas negociações coletivas por melhores salários e condições de trabalho dos trabalhadores, mas o que acabou prevalecendo por parte do Congresso Nacional foi o bom senso. “O governo tentou nos calar e ainda mentiu ao dizer que tal proibição era para não ter mais o desconto da então “contribuição sindical”, que tornou-se facultativa, mas na realidade a MP proibia qualquer desconto previsto em Lei, principalmente as mensalidades associativas e negociais aprovadas pela categoria. Esperamos que, a partir de agora, o Bolsonaro se preocupe mais com a geração de empregos e outros assuntos mais pertinentes ao país do que ficar perseguindo quem luta pela democracia e por dignidade para a classe trabalhadora”. Rossi ainda disparou: "“o Congresso, ao não dar andamento a essa estapafúrdia MP, reconheceu que num regime democrático tem de haver a equivalência de forças entre o capital e o trabalho, e o movimento sindical é a mais legítima forma de organização da classe trabalhadora , não devendo jamais ser ignorada”.
Ricardo Patah, presidente nacional da União Geral dos Trabalhadores – UGT, disse que há temas econômicos mais urgentes à espera de solução, como a reforma da Previdência, a reforma tributária e a geração de empregos.

“Faltou foco (do governo), foi impertinente, (a MP) beira à inconstitucionalidade. Foi feita com a intenção de sufocar o movimento sindical”, disse Patah.