Balanco da Greve Geral de 14 de junho
Data: 18-06-2019 | Publicado por: UGT - Paraná

Balanço da Greve Geral de 14 de junho

A Greve Geral do dia 14 de junho atingiu seus objetivos de mobilização e paralisação em diversos setores da economia brasileira. Segundo levantamento das centrais sindicais, a greve alcançou perto de 45 milhões de trabalhadores em todo país. No Paraná foram registradas ações em várias cidades, com destaque para Curitiba, Paranaguá, Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Umuarama, Cascavel, Toledo, Francisco Beltrão e Foz do Iguaçu.

“Sem dúvidas as lideranças da UGT souberam conduzir esse dia histórico para o movimento sindical que foi às ruas contra a reforma da Previdência, pela manutenção da educação pública e gratuita e pela geração de empregos” disse o presidente da UGT-PARANÁ, Paulo Rossi. O presidente da central destacou ainda a ação efetiva de diversos sindicatos, dentre eles: os Siemacos e a Feaconspar (asseio e conservação); a Fesmepar (servidores públicos) e seus sindicados filiados com participação,  em Curitiba, do Sindacs-PR (agentes comunitários), FEEB/PR (bancários), FECEP (comerciários) e Fetracoop (trabalhadores em cooperativas).

Nas várias cidades paranaenses foram organizadas manifestações em praças, frente a órgãos do poder público, com passeatas nas ruas e avenidas. “Uma verdadeira mostra de cidadania e união dos trabalhadores, ainda com esperança na criação de um país melhor”, disse o presidente do Siemaco-Curitiba, Manassés Oliveira. O Siemaco e o Sineepres fizeram uma carreata pelas principais ruas de Curitiba, indo depois engrossar fileiras na concentração de várias categorias na Praça Santos Andrade.

“Um dia marcado com determinação e a coragem de um povo aguerrido, que mesmo sofrendo as agruras de um governo voltado apenas às elites, vai às ruas, manifesta-se democraticamente, exigindo seus direitos”, assinalou o presidente da FECEP, Leocides Fornazza, o Leo.

“Ao contrário do que o governo tenta vender, a Nova Previdência irá penalizar os pobres, os mais necessitados, os idosos e as mulheres. Ao invés de cobrar os sonegadores, fechar os cofres para a gastança do dinheiro público, esse desgoverno prefere penalizar os trabalhadores e trabalhadoras”, disse o presidente da Fetracoop, Clair Spanhol. Por sua vez o presidente da Fesmepar, Luis Carlos Silva de Oliveira, lembrou que “a retirada de recursos da educação pública irá penalizar as futuras gerações e a curto prazo, empurrará o país para um abismo de atrasos e incertezas”.

Para o presidente da FEEB-PR, Gladir Basso, “não vamos parar nessa greve do dia 14, vamos continuar organizados e mobilizados acompanhando os movimentos do Congresso Nacional e mostrando ao povo brasileiro o quanto de suas vidas está em jogo, tanto na questão da reforma da Previdência, na manutenção da educação pública e geração de empregos”.

As centrais sindicais deverão entregar em breve aos presidentes da Câmara e do Senado, um abaixo-assinado, contra a proposta de reforma da Previdência.

greve14j-01.jpg

Post Mario de Gomes
Fotos: UGT

Secretário de Comunicação UGT-PARANÁ
João Riedlinger