Reforma da Previdência acaba com abono salarial para trabalhadores
Data: 13-05-2019 | Publicado por: UGT - Paraná

Reforma da Previdência acaba com abono salarial para trabalhadores

O trabalhador paranaense que recebe o salário mínimo regional, que varia no estado de R$ 1.306,80 a R$ 1.509,20, está fora da proposta da reforma da Previdência, do governo federal. Explica-se: é que para ter direito ao abono salarial (uma espécie de 14° salário), o trabalhador tem de estar com carteira assinada com um salário (R$ 998,00) ou no máximo dois salários mínimos federais (R$ 1,9 mil). A nova regra vai fixar o padrão de pagamento em um salário mínimo federal.

Como os valores do mínimo vigente no Paraná e em outros quatro estados superam o federal, a reforma deixará muita gente de fora.Alertados sobre a situação, parlamentares do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro já se movimentam para apresentar emendas e derrubar, assim, a proposta. Para manter o benefício, deputados querem a adoção do mínimo regional como parâmetro para o pagamento do abono.

Em todo o Brasil, o pagamento do abono salarial beneficia cerca de 24 milhões de pessoas dos 46 milhões de trabalhadores formais.

Na avaliação do presidente da UGT-PARANÁ, Paulo Rossi, essa é mais uma das investidas do governo Bolsonaro contra os trabalhadores. “Da maneira como está sendo apresentada, essa proposta vai penalizar, sim, os mais pobres, e o que é pior: para tentar convencer a população com essa Nova Previdência, o governo orquestrou uma milionária campanha publicitária, e já contratou apresentadores  populares de telvisão, com o objetivo de iludirem a população”, dispara Rossi. Para o sindicalista, esses apresentadores, todos milionários, estão muito distantes da realidade dos trabalhadores, e  sequer sabem o que é Previdência Social. “Os trabalhadores têm de abrir os olhos para não serem enganados pela fantasiosa fábrica de milagres do governo Bolsonaro”, diz Paulo Rossi.

Post Mario de Gomes
Foto: arquivo UGT

Secretário de Comunicação UGT-PARANÁ
João Riedlinger